Mudança de hábitos

Chega final de ano e lá vamos nós fazer auto avaliações e escrever coisas que
gostaríamos de melhorar/mudar no próximo ano. Tenho lido bastante na expectativa
de encontrar algo que realmente faça a diferença no dia a dia. Encontrei um blog super
legal que falava a respeito do habit tracker; ao pé da letra significa rastrear hábitos, ou
controlar hábitos.

Nada mais é que identificar hábitos que consideramos saudáveis e
acompanhar nossa rotina com o objetivo de alcançá-los. Por exemplo: quero fazer um
exercício regularmente; coloquei exercício porque pode ser uma caminhada,
abdominais na sala de casa ou, até mesmo, brincar com seus filhos na piscina.

A intenção do tracker é criar uma tabela com todos os dias da semana, e à medida que
você cumpre o que determinou, vai lá e marca um “x”. Pode ser na sua agenda,
planner, planilha de Excel, tem até aplicativos… escolha os hábitos que irá
acompanhar, nessa hora é importante ser realista, e já estabelecer metas possíveis.

Por que é importante anotar? Porque a regularidade traz motivação e a repetição de
atitudes cria um hábito. Ele também ajuda a ter uma visão das coisas que estamos
fazendo e que merecem atenção: quantas horas gasto vendo séries do Netflix ou,
quanto tempo passo jogando no celular, quanto gasto comprando comida pelo Uber
Eats.

Em resumo, o habit tracker traz consciência sobre o que fazemos e pode nos
ajudar na manutenção ou na mudança de hábitos. Quer tentar?

Nunca é tarde pra sonhar, e realizar

A virada de um ano, para muitos, é um momento de introspecção, de resgatar sonhos antigos e traçar novos. Se tratando da transição de uma década tudo isso pode ser ainda mais intenso.

Sonhar é muito importante, os sonhos nos motivam e dão sentido à vida. Pesquisando um pouco sobre isso, descobri que tirando a casa própria, os maiores desejos dos brasileiros são: fazer viagem internacional e nacional; cirurgia plástica, tratamentos estéticos e spas; comprar eletrônicos, frequentar uma academia ou realizar outros exercícios esportivos.

Com qual desses você se identificou? Acho que faço parte deste grupo, todo começo de ano fazemos vários planos e promessas, mas sabia que dos 10 principais sonhos, só conseguimos realizar em média 3. Muitos não se concretizam por extrapolarem nossa capacidade financeira, mas além disso, o que falta mesmo é planejamento! E como podemos fazer isso?

Primeiro: tem que ter meta! Se você não sabe para onde ir, qualquer lugar serve, certo? A simples definição de prazo e valor para cada objetivo que temos, permite o cálculo exato de quanto tempo falta para atingirmos a meta.

Segundo: SEMPRE escreva suas metas!
Em seu livro What They Don’t Teach You at Harvard Business School , Mark McCormack refere-se a uma pesquisa realizada em Harvard entre 1979 e 1989. Em 1979, a seguinte pergunta foi feita aos formandos do programa de MBA de Harvard: “Você estabeleceu metas claras, por escrito, para o seu futuro e fez planos para concretizá-las?” Verificou-se que apenas 3% dos formandos tinham escrito planos e metas. Treze por cento efetivamente tinham metas, mas não por escrito. E 84% não tinham qualquer meta específica, a não ser terminar o ano letivo e curtir o verão. Dez anos depois, em 1989, os pesquisadores voltaram a entrevistar as mesmas pessoas. Constataram que os 13% que tinham metas não escritas estavam ganhando, em média, o dobro dos 84% de estudantes que não tinha meta alguma. Mas o mais surpreendente foi que os 3% de formandos que tinham metas claras e por escrito ao deixarem Harvard estavam ganhando, em média, dez vezes mais que os outros 97% juntos. A única diferença entre os grupos era a clareza das metas que haviam estabelecido para si mesmos ao se formarem.

Planejar não é apenas uma questão de sucesso material, e sim, o que te permitirá ter tempo e energia para desfrutar de sua vida e realizar seus sonhos e conquistas.

Um quase diário de viagem

Para quem trabalha com criação, uma das coisas mais importantes para a concepção de uma nova ideia é ter um repertório vasto, não somente de conhecimentos e referências estéticas, mas de vivências. É esse acervo que vai permitir fazer diferentes associações, o famoso insight.

Este foi um dos motivos pelo qual nós, do departamento de criação, passamos 11 dias viajando; foram 3 diferentes países, 3 idiomas, 3 culturas e incontáveis experiências.

A experiência criativa começou bem antes do embarque. Enquanto planejávamos o roteiro de pesquisa mercadológica e turismo, nós viajamos nas fotos que poderíamos fazer e nos lugares que teríamos oportunidade de ver de perto. Por causa de um desses lugares, apareceu o “e se” que deu origem a coleção cápsula Pigalle. Já sabíamos onde seriam as fotos e até algumas poses, então desenvolvemos as estampas das leggings, com as cores e formas que completariam o cenário e também as outras peças que iriam compor os looks. Colocamos na mala e fomos.

O primeiro destino foi Milão, que já nos deixou apaixonadas com a gastronomia, a elegância das pessoas, com as vielas que pareciam um cenário de filme e a grandiosidade do Duomo, a catedral milanesa com arquitetura gótica. Visitamos a galeria Vittorio Emanuele, que reúne grandes nomes da alta costura e do mercado de luxo. Vimos uma exposição sobre o oriente no museu da cultura (Mudec) e fomos surpreendidas por uma exposição organizada pela Chanel.

*Uma dica preciosa de viagem é se programar deixando tempo livre e manter a mente aberta para alterações no roteiro e surpresas que a cidade separa. Sempre vai ter alguma programação legal e gratuita nas redondezas ou um lugar especial no meio do seu caminho.*

A segunda parada foi Londres, monumentalmente histórica, ao mesmo tempo que extremamente jovem e plural. No Museu Victoria and Albert tivemos a oportunidade de ver em detalhes a trajetória da estilista britânica Mary Quant. Na Oxford street, caminhamos entre pessoas de diferentes lugares, variados estilos, mas sempre uma essência urbana que parece ser inevitável naquele lugar. Na arquitetura, um contraste entre eras, uma viagem entre os tempos; construções bélicas e prédios futurísticos coexistindo num mesmo plano.

Sublime, assim foi o último destino, Paris. A luz da cidade e a Torre Eiffel, que são clichês, mas não deixam de ser clichês encantadores. Foi lá que nossa coleção encontrou com o lugar idealizado e foi emocionante ver essa fusão. Também teve perrengue chique, aparentemente Paris é a campeã dos perrengues: teve tombo na chuva; intoxicação alimentar; quase golpe na torre e ainda fomos paradas pela polícia. Ah, obrigada Danilo que foi nosso primo-amigo-guia na cidade, deu risada, mas nos ajudou muito.

E depois? Não tem como voltar da mesma forma, voltamos energizadas, com muita vontade de transformar e aplicar todas as referências que garimpamos.

Isabela Honório

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